Ir direto para menu de acessibilidade.

Seletor idioma

ptenes

Opções de acessibilidade

Página inicial > Ultimas Notícias > Equipes do Projeto Meu Endereço desenham plantas dos lotes dos territórios do Ter Paz
Início do conteúdo da página

Equipes do Projeto Meu Endereço desenham plantas dos lotes dos territórios do Ter Paz

  • Publicado: Sexta, 14 de Fevereiro de 2020, 20h49

Visita técnica confere dados da moradia

Sistematizar o levantamento das informações socioeconômicas e consolidar os dados físicos territoriais coletados em visitas técnicas de campo perante as 498 famílias inscritas no Projeto Meu Endereço: lugar de paz e segurança social. A soma destas duas ações marca, durante a primeira quinzena de fevereiro, uma nova etapa da parceria entre a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional (Sectet) e implementa o trabalho dos estagiários de engenharia e  arquitetura na projeção das plantas de localização do imóvel, a planta de dimensão do lote e a confecção do memorial descritivo do lote, além de sistematizar o parecer das condições construtivas e de segurança estrutural de cada moradia. A informação é de Renato Neves, engenheiro pesquisador do Instituto de Tecnologia da UFPA e vice-coordenador do projeto.

O Projeto Meu Endereço: lugar de paz e segurança social foi lançado no segundo semestre do ano passado e oferece a assistência técnica profissional e a inovação tecnológica em direito à cidade, além de trabalhar para promover, por meio do Programa TerPaz, a inclusão social, visando reduzir os conflitos socioambientais urbanos por meio de ações de segurança pública e de cidadania nas áreas de habitação, educação, saúde, cultura, esporte e lazer nos bairros Icuí-Guajará, em Ananindeua; bairro Nova União, em Marituba; Cabanagem, Benguí, Guamá, Jurunas e Terra Firme, em Belém.

Estagiários de engenharia e arquitetura projetam lotes e memorial descritivoAprendizado por meio da realidade urbana - Para Flávio Roberto Bentes, estudante do 8º semestre de Engenharia Civil no Instituto de Tecnologia da UFPA e estagiário do projeto, no bairro Terra Firme, o aprendizado durante o trabalho de campo estimula uma reflexão crítica sobre as disparidades entre a teoria ministrada em sala de aula, a realidade dos bairros mais estruturados urbanisticamente da cidade e as casas construídas nas áreas periféricas dos sete territórios.

“O foco imediato da comunidade é o título para garantir o direito social à moradia e o cheque moradia para a melhoria da edificação. No entanto, nas casas que coletei as informações para projetar a planta do lote não tinha saneamento básico e a iluminação pública é inadequada, além dos riscos de desabamento da moradia e das perdas de móveis pelos alagamentos. Esta realidade me ensina ser um profissional mais consciente e compreender a função social da engenharia, assim como revela a ausência do poder público e dos investimentos privados em áreas carentes da cidade”, enfatiza Flávio.  

Por sua vez, para a universitária Mariane Cristina Queiroz, do 4º período de curso de Serviço Social no Centro Universitário Leonardo Da Vinci (Uniasselvi), a experiência do primeiro estágio é gratificante. “A teoria na prática é diferente. A lei na prática é incompleta e precisamos debater estes direitos constitucionais com as comunidades. O Serviço Social é uma ponte para compartilhar estes conhecimentos. É uma prática permanentemente de aprender e de ensinar nas relações comunitárias no bairro do Guamá” assinala Mariane.

Myrian detalha somatoria de ações e anuncia Feira do Saber e ConviverKit Meu endereço - Segundo Myrian Cardoso, professora da Faculdade de Engenharia Sanitária e Ambiental e coordenadora do Projeto Meu Endereço, os dados resultantes da somatória das informações socioeconômicas com as informações coletadas nas visitas técnicas são estratégicos para a elaboração do Kit Meu endereço, que  é composto pela planta de localização georreferenciada do imóvel, planta das dimensões do lote e memorial descritivo, parecer das condições construtivas e segurança estrutural, parecer de avaliação imobiliária com o valor do imóvel e recomendação a programas sociais do governo do estado do Pará, ou às demais instituições que aderirem à Central de Atendimento Multiprofissional. A meta é entregar os primeiros kits durante a Feira do Saber & Conviver, a ser realizada neste semestre.

Andreia da Silva é moradora do bairro Nova União, em Marituba, e mãe de três filhos. Ela vive em união estável e a moradia possui uma cozinha, dois quartos, uma sala, um alpendre e uma baiuca, em construção na frente da casa, para gerar renda familiar com o artesanato. “A minha expectativa no kit é conseguir acesso ao cheque moradia ou a outra linha de financiamento para melhorar a casa para a minha família. Quando venta, o teto estala, balança e parece que vai cair em cima dos meus filhos. Quando chove, a casa alaga, a vala da rua transborda e o asfalto sonrisal vai desaparecendo. É um desafio viver assim. Quero realizar o sonho da minha família”, sinaliza.

Texto e fotos: Kid Reis - Ascom CRF/UFPA

registrado em:
Fim do conteúdo da página