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Projeto seleciona pacientes com Parkinson para tratamento fisioterapêutico associado à gameterapia

  • Publicado: Segunda, 18 de Fevereiro de 2019, 18h56

Doença de Parkinson

Aprimorar os diversos parâmetros do corpo humano comprometidos pela Doença de Parkinson. Esse é objetivo do projeto da Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFPA, que busca recrutar novos pacientes entre 50 e 80 anos de idade, portadores da doença. Coordenado pela professora Mellina Jacob, o projeto consiste em estudar a influência da fisioterapia associada à gameterapia na manutenção e recuperação da capacidade funcional e na  qualidade de vida das pessoas com doença de Parkinson.

Desenvolvido por alunos de Iniciação Científica e discentes do curso de Fisioterapia da UFPA, o projeto de pesquisa para pacientes com doença de Parkinson utiliza a gameterapia como instrumento principal. A abordagem da fisioterapia na doença de Parkinson é voltada, principalmente, para o tratamento de alterações motoras que comprometem a capacidade funcional dos pacientes. O projeto foi aprovado no Edital Pibic 2018 e possui duração inicial até julho de 2019.

Como funciona - Inicialmente, os pacientes passam por uma triagem, para verificar se possuem os critérios de elegibilidade para participar do estudo. Após a triagem, são submetidos a uma avaliação detalhada, na qual são coletados dados referentes às suas manifestações clínicas, e são aplicadas escalas e testes específicos para avaliar parâmetros, como o equilíbrio, a mobilidade e a qualidade de vida.                    

Segundo a professora Mellina Jacob, coordenadora do projeto, os comprometimentos apresentados pelos pacientes são tratados por meio de exercícios que trabalham a funcionalidade de cada indivíduo, associados à gameterapia, que utiliza como instrumento o videogame (Nintendo Wii®). “Os jogos utilizados nas sessões de gameterapia exigem movimentos que ativam grupos musculares diversos, desafiando o equilíbrio e a agilidade. Assim, além dos benefícios relacionados à motricidade, a gameterapia também favorece a adesão do paciente ao tratamento, por ser uma abordagem dinâmica e interativa”, explica.

Quem pode participar do projeto - Pacientes com diagnóstico clínico para a doença de Parkinson, com idade entre 50 e 80 anos, que não apresentem histórico de outras patologias neurológicas ou ortopédicas que comprometam a mobilidade e o equilíbrio estão elegíveis para participar do projeto.

Para participar, é necessário que os interessados entrem em contato com os acadêmicos responsáveis pela triagem dos pacientes, por meio dos números (91) 98300-6688 e (91) 98179-9870. As inscrições serão feitas em fluxo contínuo. Uma vez que as vagas estejam completas, os pacientes serão encaminhados para uma lista de espera.

A seleção dos pacientes é feita, inicialmente, por meio de uma triagem, em que são verificadas informações relacionadas com os critérios exigidos para a inclusão no estudo, como o diagnóstico clínico emitido por neurologista, o uso de medicamentos, a idade e a ausência de outras patologias associadas. Atualmente, estão disponíveis seis vagas, que serão renovadas à medida que os pacientes forem completando o número de sessões pré-determinadas no projeto.

Outros tratamentos - Além do projeto de pesquisa que utiliza a gameterapia como instrumento principal, outros projetos são desenvolvidos no Laboratório de Estudos em Reabilitação Funcional (LAERF), como os Projetos de extensão Movimentação, coordenado pela professora Denise Pinto, chefe do LAERF e docente da Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (FFTO) da UFPA, e o projeto Ocupa Parkinson, coordenado pelo professor Victor Cavaleiro, docente do curso de Terapia Ocupacional da FFTO. No Projeto Movimentação, são realizadas ações em reabilitação motora voltadas para a manutenção do movimento funcional dos pacientes, enquanto o Projeto Ocupa Parkinson presta assistência terapêutica ocupacional às pessoas com diagnóstico da doença e aos cuidadores.

A Escola de Teatro e Dança (ETDUFPA), com o Instituto de Ciências da Saúde, (ICS) também mantém o Projeto de extensão Grupo Parkinson. O Grupo Parkinson realiza pesquisas que desenvolvem metodologias específicas de trabalho terapêutico, incluindo a dança e outras modalidades voltadas para as necessidades do paciente com Parkinson. 

Doença de Parkinson - É uma doença progressiva, crônica e degenerativa do sistema nervoso central, que afeta principalmente o cérebro. Este  distúrbio afeta sobretudo indivíduos na terceira idade e é caracterizado, principalmente, por prejudicar a coordenação motora e provocar tremores e dificuldades para caminhar e se movimentar. “Os sinais e os sintomas mais frequentes são as alterações de equilíbrio, rigidez e lentidão dos movimentos (bradicinesia), com um maior risco de quedas e comprometimento da qualidade de vida”, afirma Mellina Jacob.

Serviços:
Projeto da UFPA oferta vagas para novos pacientes com doença de Parkinson
Data: Terças e quintas-feiras.
Local: Laerf/ICS da UFPA, localizado na Av. Generalíssimo Deodoro, 01.
Mais informações: (91 )98300-6688 e (91) 98179-9870

Texto: Neto Moura - Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Reprodução/Google

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